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Têxtil · Outubro de 2026

NCM de tecidos: o que define a classificação fiscal

A classificação fiscal de um tecido depende das suas características técnicas. Entenda o que é analisado e por que a descrição completa faz diferença.

Amostras de tecido em várias cores

A NCM, Nomenclatura Comum do Mercosul, é o código que identifica a mercadoria na importação. Ela define as alíquotas dos tributos e eventuais exigências. Uma classificação errada pode gerar exigência fiscal, multa e atraso no desembaraço.

Os tecidos estão na Seção XI da NCM, que reúne as matérias têxteis. A análise segue algumas perguntas.

Qual é a matéria têxtil predominante

Em tecidos de mais de uma fibra, considera-se a matéria têxtil que supera, em peso, cada uma das demais, observadas as regras de agrupamento da Nota 2 da Seção XI. Não é preciso passar de 50% do total. Também importa se a fibra é natural, sintética ou artificial, e se é contínua (filamento) ou descontínua.

Como o tecido é construído

Em regra, tecidos planos de filamentos sintéticos ou artificiais ficam no Capítulo 54, os de fibras sintéticas ou artificiais descontínuas no 55, e as malhas no 60. Tecidos especiais, como bordados e produtos acolchoados, e tecidos impregnados, revestidos ou laminados, como alguns blackouts, também têm posições próprias.

Qual o beneficiamento

Dentro da posição, o código costuma variar conforme o tecido seja cru, branqueado, tinto, de fios de cores diferentes ou estampado. Gramatura e presença de elastano também podem ser relevantes.

A descrição certa

Por isso a descrição na fatura comercial precisa ser completa: composição em percentual, tipo de fibra, construção, gramatura, largura e acabamento. É com essas informações que a classificação é analisada antes do embarque.

Uma descrição completa e coerente com a mercadoria ajuda a reduzir o risco de exigências no desembaraço.

Este artigo tem caráter informativo. A classificação fiscal de cada produto exige análise técnica específica.